Própolis verde, vermelha e marrom: qual a diferença?

Quadro de colmeia de madeira com resina de própolis nas bordas, iluminado pela luz da manhã

Na prateleira aparecem própolis verde, vermelha e marrom, e a dúvida é natural: qual a diferença entre elas? A resposta curta é a planta. A cor, o cheiro e a composição de cada própolis vêm da vegetação de onde as abelhas tiram a resina.

Aqui você entende de onde vem cada uma, como reconhecer e o que conferir no rótulo antes de comprar.

Primeiro: o que é própolis

Própolis é uma mistura que as abelhas fazem com resinas coletadas de brotos, folhas e cascas de plantas, somadas à cera e a secreções delas. Na colmeia, ela serve para vedar frestas, reforçar a estrutura e manter o ambiente limpo.

Por isso a própolis muda tanto de uma região para outra: a abelha usa a resina da planta que tem por perto. O Brasil é o 3º maior produtor de própolis do mundo, atrás de Rússia e China, e tem 13 variedades catalogadas (fonte: abelha.org.br).

Verde, vermelha e marrom lado a lado

Própolis verde Própolis vermelha Própolis marrom
Planta de origem Alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia) Rabo-de-bugio (Dalbergia ecastaphyllum), planta de mangue Várias plantas, conforme a região
Onde é produzida Sudeste, principalmente Minas Gerais e São Paulo Litoral do Nordeste, com destaque para Alagoas Várias regiões, com destaque para o Sul
Cor da resina Verde a verde-amarelada Vermelho intenso a vinho Marrom, do claro ao escuro
Aroma Herbáceo, resinoso Resinoso e mais adocicado Varia muito com a florada
Particularidade A mais exportada do Brasil Encontrada só no Brasil A mais comum no mundo

Fontes: abelha.org.br (variedades e posição do Brasil); a própolis vermelha de Alagoas tem Indicação Geográfica registrada no INPI (Manguezais de Alagoas).

Nenhuma é "mais pura" que a outra. São produtos diferentes, de plantas diferentes.

Três pedaços de própolis bruta, verde, vermelha e marrom, lado a lado sobre madeira

Por que a cor muda a composição

A resina de cada planta carrega compostos próprios. Estudos indicam, por exemplo, que a própolis verde tem como marcador o artepilin C, um composto vindo do alecrim-do-campo, e que a vermelha tem isoflavonoides que vêm do rabo-de-bugio. A marrom varia tanto quanto as plantas que a originam.

Isso explica por que pesquisadores estudam cada tipo separadamente. Mas atenção: própolis é um produto apícola, não remédio. Ela não cura, não trata e não previne doença e não substitui tratamento médico. Se você tem alguma condição de saúde, está grávida, amamentando ou quer dar para criança, converse antes com seu médico ou nutricionista. Para bebês com menos de 1 ano, mel e derivados não devem ser oferecidos: há risco de botulismo infantil (veja mel para bebê pode?).

A diferença entre própolis verde, vermelha e marrom está na planta de onde vem a resina. Escolha pelo aroma, pela origem e pelo rótulo bem preenchido, não por promessa de efeito.

Como escolher na hora de comprar

O formato mais comum é o extrato: a própolis dissolvida, em geral em álcool de cereais, em frasco conta-gotas. O extrato de própolis tem regulamento técnico próprio no MAPA (Instrução Normativa nº 3/2001), e a regra pode mudar: confira a norma vigente no site do MAPA.

No rótulo, confira:

  • Tipo de própolis (verde, vermelha, marrom) e, se houver, a região.
  • Teor declarado: o percentual impresso no frasco indica a concentração que o fabricante declara. Compare só produtos que informam o teor do mesmo jeito.
  • Solvente: alcoólico ou aquoso. O alcoólico contém álcool, o que importa para quem evita álcool.
  • Selo de inspeção (SIF, SIE ou SISBI), lote e validade. Veja o que cada selo significa.
  • Ausência de promessa de cura: rótulo que promete tratar doença está fora da regra.

Na loja da Supramel há o extrato de própolis verde 11% e o extrato de própolis marrom. Própolis vermelha não está disponível na loja hoje.

Você encontra toda a linha em própolis e extratos.

Como guardar o extrato em casa

  • Frasco bem fechado, longe do sol e do calor (nada de deixar perto do fogão).
  • Respeite a validade do rótulo.
  • Se o extrato turvar ou formar depósito no fundo, isso pode ser a resina se separando com o frio; agite antes de usar. Se mudar de cheiro, não use.

Resumindo

Verde vem do alecrim-do-campo, vermelha vem do mangue nordestino e marrom vem de várias plantas. Escolha pelo sabor e aroma que você prefere e por um rótulo completo, com tipo, teor, lote e selo de inspeção. E, se o objetivo for saúde, a conversa começa no consultório, não na prateleira.

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